segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Palhaço Triste

Alguém consegue me explicar porque me sinto assim tão sozinho
Não é dinheiro eu sei, e muito menos falta de carinho
Já não consigo mais entender
Porque é que nada me satisfaz

Vou me fantasiar pra quem sabe ver se eu consigo
Chorar por dentro mas por fora estampar um lindo sorriso
Quem sabe eu me esqueça de mim e consiga continuar
Pra te ver sorrindo assim até desisto de me entregar

Mas até quando eu vou viver assim
Sorrindo pra todo mundo mas chorando pra mim

Os dias passam os meses passam e nada faz mais sentido
É tudo tão normal, tão inerte e sem nenhum objetivo
Não há imagem no espelho pra mim
Assim não dá pra continuar
E não me olhe desse jeito assim
Como se tudo fosse minha culpa

E eu vou me desfazer de mim pra você continuar
E por favor não me julgue por eu não aguentar

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

https://blog.euvoupassar.com.br/2014/10/eu-ja-passei-confira-trajetoria-de-elisson-dias-dionizio/

Meu nome é Élisson Dias Dionízio, fiz 38 anos dia (25/09), nasci em Vitória-ES, moro e trabalho na cidade de Serra-ES, me formei em Direito no final de 2012 e há 04 anos sou ATA na RFB.
Terminei o ensino médio em 1993 e fiquei 13 anos sem estudar, apenas trabalhando e, em Junho de 2007, entrei pra faculdade por necessidade financeira, 01 ano depois comecei a estudar para concursos. Tinha uma pequena empresa metalúrgica mas “quebrei”. E para me sustentar trabalhei como corretor de imóveis por alguns meses. Fazia faculdade e simultaneamente, trabalhava e estudava para concursos.
Estudei em escola pública, comecei a trabalhar aos 12 anos (e não me arrependo), minha esposa se chama Marilene e somos casados desde 1996, tenho 02 filhos que amo: Gustavo com 14 anos e Vinícius com 10 anos.
Passei (e ainda passo) por dificuldades financeiras, tendo deixado de fazer alguns concursos por não poder pagar a inscrição de todos. Além disso, não tinha muito tempo para me dedicar aos concursos.
Tentei um concurso para técnico do TRT-ES e fiquei em 1962º entre 27.193 candidatos, mesmo sem ter estudado nada, e vi que 90% dos candidatos não estudavam, por isso perdi o medo da alta concorrência. Depois disso estudei (lendo apenas a “lei seca”) para o concurso de ATA em 2009 e fiquei de suplente (86º entre 12.993 candidatos para 65 vagas), mas fui nomeado dia 20/08/2010.
Me classifiquei no concurso do TRE-ES, MPU-ES, IPHAN-ES mas sem chance de nomeação. Bati na trave no concurso de técnico do INSS-ES (fiz pontuação para passar em várias cidades, mas não na que eu escolhi), tirei boas notas no concurso do TRF-ES, mas não foi suficiente para ser chamado.
Me formei no final de 2012, e comecei a estudar pra valer para concursos de nível superior. Com a ajuda do EVP (Marcondes Fortaleza, Giovanna Carranza, Ricardo Vale, Thiago Pacífico, etc) me preparei de verdade para o concurso de Analista Tributário da RFB-2012, fiquei em 400° entre 89.791 candidatos na objetiva (eram 750 vagas), mas só fiz 60 pontos na discursiva (a ESAF pega pesado nas regras de português) e sai das vagas (fiquei muito decepcionado).
Outra decepção foi o concurso de Analista Administrativo do IBAMA-ES no final de 2013, pois fiquei em 3º na objetiva, mas reprovei novamente na discursiva. Não sabia mais o que fazer, pois eu tinha que estudar muitas matérias e não tinha como me dedicar a um curso de português e de redação.
Mas como nem só de decepções vive um concurseiro, fui aprovado em vários concursos, e estou no cadastro de reserva para Técnico e Analista Administrativo do TRT-ES (208º e 56º respectivamente), técnico do MPU-ES (96º), Analista Administrativo DNIT-ES (3º colocado), Analista do TCE-ES (5º colocado com formação em Direito).
Mas meu foco era a área fiscal, e voltei a me dedicar pra alcançar este objetivo. No final de 2013 fiquei em 241º para SEFAZ-ES entre 2691 candidatos (mas com chances de ser chamado um dia), não sabia nada de estatística, o que me fez perder algumas colocações, mas me sai bem nas 03 discursivas que fiz nessa prova, o que foi um alívio pra mim depois das outras reprovações.
Com a ajuda do EVP e de alguns materiais em PDF resolvi estudar para AFRFB, mas como o concurso ainda não estava aberto, tentei o concurso da CAGE-RS 2014 de olho nas COTAS para negros e pardos, pois aos 37 anos, estudante de escola pública, formado em uma pequena faculdade particular, sabia que ainda não podia concorrer com os feras dos concursos fiscais. Eram 7289 candidatos para 30 vagas imediatas, sendo 05 para cotistas, fiquei em 209º na classificação geral e 15º nas cotas (fui aprovado, mas não sei se abrirão tantas vagas), sendo que antes da anulação das provas de Contabilidade e Matemática Financeira eu era um dos poucos aprovados. Outra decepção, mas desta vez com a banca que causou a confusão (FUNDATEC).
Nessa preparação estudei com o professor Sérgio Adriano e Lucas Salvetti, que me deram uma ótima base para este e para os concursos e aprovações que viriam a seguir.
Prestei o concurso de AFRFB-2014 nos dias 10 e 11/05/2014 e fiquei em 362º ( 544 aprovados) entre 68.540 candidatos para 278 vagas. Estou no grupo dos 50% excedentes e com grandes chances de ser nomeado, pois quase 600 auditores se aposentam esse ano.
Três meses depois, lá estava eu em Porto Alegre para tentar o concurso de AFRE da SEFAZ-RS. Eram 100 vagas, 11.090 inscritos. Fiquei em 88º na classificação geral e em 8º entre os pardos e negros
Em um ano e meio fui “aprovado” em 09 concursos. Posso ser chamado em todos, mas….SEFAZ-RS foi o primeiro dentro das vagas.
Não foi fácil trabalhar e estudar, mas sei que valeu a pena e quero agradecer aos professores do EVP por terem me proporcionado a realização desse sonho.

Para cada concurso um professor foi especial:
Professora Lidiane Coutinho no concurso do MPU.
Giovanna Carranza (sou seu fã) e Rodrigo Rennó em vários deles.
Rogério Renzetti no TRT-ES.
Ricardo Valle nos concursos de ATRFB e AFRFB.
Marcondes Fortaleza (que me mostrou que eu poderia aprender Contabilidade), Lucas Salvetti e Sérgio Adriano nos últimos e melhores concursos em que fui aprovado(SEFAZ-RS e AFRFB).
Thiago Pacífico e Brunno Lima em todos.
Vilson Cortez (SEFAZ-RS) e Gabriel Pacheco que me salvou em TI (SEFAZ-RS).
Não citei os professores de Direito, pois sou formado nessa área e assisti poucas aulas, mas sei que a equipe do EVP é formada por excelentes professores como o Hugo Goes e o Cláudio Borba.
Cada um tem um jeito de aprender e uma facilidade maior em algumas matérias. Nas que eu tinha mais facilidade estudava pela lei “seca” e por PDF fazendo os exercícios ali propostos. Em outras, como contabilidade, auditoria, racíocionio lógico e TI, assisti muitas aulas no EVP. Dependia do tempo que tinha para estudar e da dificuldade que encontrava em aprender sozinho, sem ouvir o professor.
Também tive falta de dinheiro, falta de tempo, mas não desisti…e digo para vocês não desistirem, pois quem persiste consegue.Basta ter fé em Deus e na capacidade que ele nos dá.
Agradeço também a minha família….minha igreja (PIB-SERRA-ES)…..meus amigos…e… principalmente à Deus que me sustenta e me dirige a cada dia.
Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu. (Eclesiastes 3-1)

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

QUEM ME ROUBOU DE MIM?

Em 'Quem me roubou de mim?' Padre Fábio de Melo aborda uma violência sutil que aflige muitas pessoas - o sequestro da subjetividade. Essa expressão refere-se à privação que sofremos de nós mesmos quando estabelecemos com alguém, nas palavras do próprio autor, 'um vínculo que mina nossa capacidade de ser quem somos, de pensar por nós mesmos, de exercer nossa autonomia, de tomar decisões e exercer nossa liberdade de escolha'. Uma vez sequestrados, perdemos a capacidade de sonhar, ficamos impossibilitados de viver as realizações para as quais fomos feitos e não temos com quem reclamar. Precisamos, portanto, estar sempre atentos para que isso não nos aconteça pois, como escreve padre Fábio - 'Nenhuma relação humana está privada de se transformar em roubo, perda de identidade, ainda que as pessoas nos pareçam bem-intencionadas. Um só descuido e as relações podem evoluir para essa violência silenciosa. Basta que as pessoas se percam de seus referenciais, [...] que confundam o amor com posse, que abram mão de suas identidades, e que se ausentem de si mesmas'.

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

QUASE QUARENTA

Sinceramente, eu não tenho medo da famosa crise dos 40. Até porque eu já tive uma baita crise quando cheguei aos 30, crise que eu considero insuperável. Minha empresa foi a falência. E tudo o que eu tinha feito desde os meus 12 anos era trabalhar nessa empresa. 

Quando eu cheguei aos 30, eu tentei fazer uma retrospectiva sobre tudo o que eu tinha vivido e conquistado até então. E me apavorei. Percebi que eu não tinha o emprego que eu sonhei, não morava no lugar que eu sonhei, não tinha viajado pros lugares que eu sonhei. Me senti frustrado e fiquei mal. 

E foi então que entrei na Faculdade de Direito, em Julho de 2007, pouco antes de completar 31 anos. Em 2009 comecei a estudar para concursos e virei corretor de imóveis. Ainda em 2009 passei no meu primeiro concurso e em 2010 tomei posse como técnico técnico da Receita Federal. Em 2011, já com 35 anos, me formei em Direito e passei na OAB.  Em 2012 comecei a estudar para concursos que me dessem uma estabilidade financeira.

Em 2013 passei no DNIT para o cargo de Analista Administrativo, em 2014 passei em vários concursos, em 2015 fui nomeado no mês de Junho para o DNIT e no mês de Julho para o cargo de Auditor Fiscal da Receita Federal. Em 2016, um mês antes de completar 40 anos, vou ser nomeado para o cargo de Auditor Fiscal da Receita Estadual do Rio Grande do Sul.


Mas o mais interessante de se estar chegando aos 40 é começar a imaginar se a gente já chegou na "metade do caminho".Dá pra fazer muita coisa. É legal pensar em tudo o que eu já fiz na primeira metade da vida, mas mais legal ainda é pensar em tudo que eu ainda posso fazer. Pelo menos no meu caso, é uma fase ou momento de otimismo. 

Seria chato se eu sentisse que já passei da metade do caminho. Mas, felizmente, eu sinto que ainda nem cheguei nessa metade da vida. 

Mas o melhor de tudo é que, quando a gente vai se aproximando dos 40, a gente já não pensa muito naqueles sonhos que não conseguiu realizar. Pelo contrário, a gente enxerga e se contenta com outras conquistas importantes e valiosas que se tornaram realidade na nossa vida. 

O que a gente fez de bom até aqui acaba se tornando muito mais importante do que o que a gente deixou de fazer. 

Nessa fase, apesar de ainda fazer planos, a gente consegue manter os pés no chão e viver mais o hoje, ao invés de ficar ansioso pensando apenas no amanhã.

Nessa fase, a gente percebe que as coisas mais importantes não são coisas. O mais importante é o amor de Deus, da família e dos amigos.


quarta-feira, 19 de agosto de 2015

A triste geração que virou escrava da própria carreira


E a juventude vai escoando entre os dedos.
Era uma vez uma geração que se achava muito livre.
Tinha pena dos avós, que casaram cedo e nunca viajaram para a Europa.
Tinha pena dos pais, que tiveram que camelar em empreguinhos ingratos e suar muitas camisas para pagar o aluguel, a escola e as viagens em família para pousadas no interior.
Tinha pena de todos os que não falavam inglês fluentemente.
Era uma vez uma geração que crescia quase bilíngue. Depois vinham noções de francês, italiano, espanhol, alemão, mandarim.
Frequentou as melhores escolas.
Entrou nas melhores faculdades.
Passou no processo seletivo dos melhores estágios.
Foram efetivados. Ficaram orgulhosos, com razão.
E veio pós, especialização, mestrado, MBA. Os diplomas foram subindo pelas paredes.
Era uma vez uma geração que aos 20 ganhava o que não precisava. Aos 25 ganhava o que os pais ganharam aos 45. Aos 30 ganhava o que os pais ganharam na vida toda. Aos 35 ganhava o que os pais nunca sonharam ganhar.
Ninguém podia os deter. A experiência crescia diariamente, a carreira era meteórica, a conta bancária estava cada dia mais bonita.
O problema era que o auge estava cada vez mais longe. A meta estava cada vez mais distante. Algo como o burro que persegue a cenoura ou o cão que corre atrás do próprio rabo.
O problema era uma nebulosa na qual já não se podia distinguir o que era meta, o que era sonho, o que era gana, o que era ambição, o que era ganância, o que necessário e o que era vício.
O dinheiro que estava na conta dava para muitas viagens. Dava para visitar aquele amigo querido que estava em Barcelona. Dava para realizar o sonho de conhecer a Tailândia. Dava para voar bem alto.
Mas, sabe como é, né? Prioridades. Acabavam sempre ficando ao invés de sempre ir.
Essa geração tentava se convencer de que podia comprar saúde em caixinhas. Chegava a acreditar que uma hora de corrida podia mesmo compensar todo o dano que fazia diariamente ao próprio corpo.
Aos 20: ibuprofeno. Aos 25: omeprazol. Aos 30: rivotril. Aos 35: stent.
Uma estranha geração que tomava café para ficar acordada e comprimidos para dormir.
Oscilavam entre o sim e o não. Você dá conta? Sim. Cumpre o prazo? Sim. Chega mais cedo? Sim. Sai mais tarde? Sim. Quer se destacar na equipe? Sim.
Mas para a vida, costumava ser não:
Aos 20 eles não conseguiram estudar para as provas da faculdade porque o estágio demandava muito.
Aos 25 eles não foram morar fora porque havia uma perspectiva muito boa de promoção na empresa.
Aos 30 eles não foram no aniversário de um velho amigo porque ficaram até as 2 da manhã no escritório.
Aos 35 eles não viram o filho andar pela primeira vez. Quando chegavam, ele já tinha dormido, quando saíam ele não tinha acordado.
Às vezes, choravam no carro e, descuidadamente começavam a se perguntar se a vida dos pais e dos avós tinha sido mesmo tão ruim como parecia.
Por um instante, chegavam a pensar que talvez uma casinha pequena, um carro popular dividido entre o casal e férias em um hotel fazenda pudessem fazer algum sentido.
Mas não dava mais tempo. Já eram escravos do câmbio automático, do vinho francês, dos resorts, das imagens, das expectativas da empresa, dos olhares curiosos dos “amigos”.
Era uma vez uma geração que se achava muito livre. Afinal tinha conhecimento, tinha poder, tinha os melhores cargos, tinha dinheiro.
Só não tinha controle do próprio tempo.
Só não via que os dias estavam passando.
Só não percebia que a juventude estava escoando entre os dedos e que os bônus do final do ano não comprariam os anos de volta.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

A historia única e pessoal de cada um de nós tem não deve e não pode servir para justificar os nossos atos, mas sim para entender melhor e assim tomar outras atitudes. Caso contrário, não aprendemos nada com a vida e, limitando-nos a constatá-la, acabamos por justificar os nossos atos.

Somos cerebrais, inteligentes e modernos. Sabemos tudo. Só não sabemos que somos farrapos da nossa condição.  Engolimos pedaços de nós mesmos acreditados que estamos na ditadura do pragmatismo e da racionalidade.

Habitamos um mundo confuso e desordenado, mas o legitimamos pelas nossas ações e pelos nossos silêncios. Em nome do progresso, da mudança, dos interesses pessoais e de uma felicidade de plástico; em nome do dinheiro, do status, das conveniências e do orgulho, legitimamos o senso comum e chamamos de ultrapassado aquilo que deve ser imutável, como os valores morais e humanos regidos por uma ética. Torcemos o nariz como quem olha uma peça de vestuário perdida num sótão e que teve o seu tempo.

A amizade passa a companheirismo, a honra a falsidade, a palavra a verborreia, o amor a sexo, a verdade a cinismo, a alegria a um espetáculo artificial. A tudo isto junta-se uma boa dose de know-how social, um jogo de cintura encapotado com as mais nobres intenções, e vamos lá esquecer a ética, a moral, ou gestos tão desusados como a capacidade de entrega, o desinteresse e a simplicidade.

Tornamo-nos sarcásticos, violentos, depressivos e instáveis. Inalamos a poluição humana com um tal sentido hiper-crítico, que nos tornamos elos de uma massa escudada em si mesma. Somos educados para ter sucesso, mas não somos ensinados a amar. Estamos fatalmente na multidão anônima que, irônica e paradoxalmente, padroniza este modo de viver. 

Assistimos a uma descaracterização do ser humano. Ao contrário do que muitas vezes pensamos, a felicidade não reside na acumulação de bens ou na figuras de engraçados e espertos que fazemos perante os outros. Precisamos uns dos outros.

De que vale a pequena ou grande erudição se não formos capazes de gestos de amor? De que vale um dia de quarenta e oito horas de trabalho, se cavarmos depressões a médio prazo? De que vale, enfim, o nariz torcido, se quando nos atiramos para a cama no final do dia continuamos tão mortais como quando acordamos? 

Nos julgamos onipotentes e infalíveis. Basta ver a solidão e a desistência de tanta gente. Mesmo sem a admitirem. Outros acabam por viver virtualmente.

É necessária a aprendizagem do Amor, mais do que a simples empatia da solidariedade. Ou seriamos meros filantropos. Para invertermos esta quase patológica realidade, não basta o QI; é necessário o Q.E. (quociente emocional). E esse é que é o verdadeiro passaporte para a condição de ser Pessoa. Porque a inteligência não faz uma pessoa. É a pessoa que se unifica e depura. Caso contrário, encontraremos doutores que são umas bestas, e pessoas simples do povo que são uns sábios. Pelo meio temos pedantes ou civilizados. Cabe-nos a nós atualizar as nossas decisões. Antes que deixemos de ser humanos, sem ao menos nos darmos conta disso.
Para Viver um Grande Amor


É preciso abrir todas as portas que fecham o coração.
Quebrar barreiras construídas ao longo do tempo,
Por amores do passado que foram em vão
É preciso muita renúncia em ser e mudança no pensar.
É preciso não esquecer que ninguém vem perfeito para nós!
É preciso ver o outro com os olhos da alma e se deixar cativar!
É preciso renunciar ao que não agrada ao seu amor...
Para que se moldem um ao outro como se molda uma escultura,
Aparando as arestas que podem machucar.
É como lapidar um diamante bruto...para fazê-lo brilhar!
E quando decidir que chegou a sua hora de amar,
Lembre-se que é preciso haver identificação de almas!
De gostos, de gestos, de pele...
No modo de sentir e de pensar!
É preciso ver a luz iluminar a aura,
Dando uma chance para que o amor te encontre
Na suavidade morna de uma noite calma...
É preciso se entregar de corpo e alma!
É preciso ter dentro do coração um sonho
Que se acalenta no desejo de: amar e ser amada!
É preciso conhecer no outro o ser tão procurado!
É preciso conquistar e se deixar seduzir...
Entrar no jogo da sedução e deixar fluir!
Amar com emoção para se saber sentir
A sensação do momento em que o amor te devora!
E quando você estiver vivendo no clímax dessa paixão,
Que sinta que essa foi a melhor de suas escolhas!
Que foi seu grande desafio... e o passo mais acertado
De todos os caminhos de sua vida trilhados!
Mas se assim não for...
Que nunca te arrependas pelo amor dado!
Faz parte da vida arriscar-se por um sonho...
Porque se não fosse assim, nunca teríamos sonhado!
Mas, antes de tudo, que você saiba que tem aliado.
Ele se chama TEMPO... seu melhor amigo.
Só ele pode dar todas as certezas do amanhã...
A certeza que... realmente você amou.
A certeza que... realmente você foi amada."
Carlos Drummond de Andrade

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Ainda te Necessito

"Ainda não estou preparado para perder-te
Não estou preparado para que me deixes só.

Ainda não estou preparado pra crescer
e aceitar que é natural,
para reconhecer que tudo
tem um princípio e tem um final.

Ainda não estou preparado para não te ter
e apenas te recordar
Ainda não estou preparado para não poder te olhar
ou não poder te falar.

Não estou preparado para que não me abraces
e para não poder te abraçar.

Ainda te necessito.

E ainda não estou preparado para caminhar
por este mundo perguntando-me: Por quê?

Não estou preparado hoje nem nunca o estarei.

Ainda te Necessito."
Pablo Neruda

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

O mágico e o camundongo

Diz a fábula que um camundongo vivia angustiado com medo do gato.
Um mágico teve pena dele e o transformou, então, em gato!
Mas aí ele ficou com medo de cão.
Por isso, o mágico o transformou
em pantera.
Então, ele começou a temer os caçadores.
A essa altura, o mágico desistiu.
Transformou-o em camundongo novamente e disse:
- Nada que eu faça por você vai ajudá-lo porque você tem apenas a coragem de um camundongo.
É preciso coragem para romper com o projeto que nos é imposto.
Mas saiba que coragem não é a ausência do medo; é a capacidade de avançar, apesar do medo, apesar de caminhar para frente e enfrentar as adversidades, vencendo os medos...
É isto que devemos fazer.
Não podemos nos derrotar, nos entregar por causa dos medos.
Assim, jamais chegaremos aos lugares que tanto
almejamos em nossas vidas.
Fiquem com Deus!!!
Não podemos perder as oportunidades que temos para sempre revermos nossos conceitos e permitir que as pessoas em nosso entorno também possam fazë-lo.
A LAGARTIXA
Um conferencista compareceu ante o auditório superlotado, carregando consigo um pequeno fardo. Após cumprimentar os presentes, em silêncio, enfeitou uma mesa forrada com toalha branca de seda, com dezenas de pérolas que trouxera no embrulho e com várias dúzias de flores frescas e perfumadas.
Em seguida apanhou na sacola diversos enfeites de expressiva beleza, e os distribuiu sobre a mesa com graça.
Logo depois, diante do assombro de todos, em meio aos demais objetos, colocou uma pequenina lagartixa, num frasco de vidro.
Só então se dirigiu ao público perguntando: - O que é que os senhores estão vendo?
E algumas vozes responderam discordantes:
- Um bicho! - Um lagarto horrível! - Uma larva! - Um pequeno monstro!
O conferencista então considerou:
- Assim é o espírito da crítica destrutiva, meus amigos! Os senhores não enxergaram o forro de seda branca que recobre a mesa. Não viram as flores, nem sentiram o seu perfume. Não perceberam as pérolas, nem as outras preciosidades. Mas não passou despercebida aos olhos da maioria, a pequena lagartixa...
E, sorridente, concluiu:
- Me pediram para subir a este palco para falar sobre crítica, portanto, nada mais tenho a dizer.
Quantas vezes, não nos temos feito cegos, para as coisas valorosas da vida e das pessoas?
Se seu filho mostra seu boletim escolar repleto de boas notas, mas com apenas uma nota baixa em determinada matéria, qual é a sua reação? Você enfatiza e elogia as notas boas, ou reclama da nota baixa?
Quando agimos assim, sem perceber, podemos estar contribuindo para a formação de uma geração que será caracterizada pelo que não é, e não por aquilo que é.
E assim acontece em muitas situações da nossa vida; em vez de focarmos nas flores e nas pérolas, colocamos nossa atenção na “lagartixa”.
Tente substituir a crítica pelo elogio e pelo reconhecimento. Você vai perceber que isso tornará a vida de todos, e principalmente a sua, muito melhor!
Experimente, tente, faça de sua vida...uma vida diferente!!!!!!
Para ler e gostar: Érico Veríssimo


A amizade é um amor que nunca morre.
A amizade é uma virtude que muitos sabem que existe,
alguns descobrem, mas poucos reconhecem.
A amizade quando é sincera o esquecimento é impossível
A confiança, tal como a arte, não deriva de termos resposta para tudo, mas,
de estarmos abertos a todas as perguntas.
A dor alimenta a coragem. Você não pode ser corajoso se só aconteceram
coisas maravilhosas com você.
A esperança é um empréstimo pedido à felicidade.
A felicidade não é um prêmio, e sim uma conseqüência,
a solidão não é um castigo, e sim um resultado.
A felicidade não está no fim da jornada, e sim em cada curva do caminho que
percorremos para encontrá-la.
A gente tropeça sempre nas pedras pequenas, porque as grandes a gente logo enxerga.
A glória da amizade não é a mão estendida, nem o sorriso carinhoso, nem mesmo a delicia da companhia. É a inspiração espiritual que vem quando você descobre que alguém acredita e confia em você.
A infelicidade tem isto de bom: faz-nos conhecer os verdadeiros amigos.
A inteligência é o farol que nos guia, mas é a vontade que nos faz caminhar.
A maior fraqueza de uma pessoa é trocar aquilo que ela mais deseja na vida, por aquilo que ele deseja no momento.
A persistência é o caminho do êxito.
A pior solidão é aquela que se sente na companhia de outros.
A SOLIDÃO É UMA GOTA NO OCEANO QUE SÓ OLHA PARA SI MESMA... UMA GOTA QUE NÃO SABE QUE É OCEANO...
Amigos são a outra parte do oceano que a gota procura...
A tua única obrigação durante toda a tua existência
é seres verdadeiro para contigo próprio.
A verdadeira amizade deixa marcas positivas que o tempo jamais poderá apagar.
A verdadeira amizade é aquela que não pede nada em troca, a não ser a própria amiga.
A verdadeira generosidade é fazer alguma coisa de bom por alguém
que nunca vai descobrir.
A verdadeira liberdade é poder tudo sobre si.
Algumas pessoas acham-se cultas porque comparam sua ignorância com as dos outros.
Amigo de verdade é aquele que transforma um pequeno momento em um grande instante.
Amigo é a luz que não deixa a vida escurecer.
Amigo é aquele que conhece todos os seus segredos e mesmo assim gosta de você!
Amigo é aquele que nos faz sentir melhor e sobre tudo nos faz sentir amados...
Amigo é aquele que, a cada vez, nos faz entrever
a meta e que percorre conosco um trecho do caminho
Amigos são como flores cada um tem o seu encanto por isso cultive-os.
Amizade é como música: duas cordas afinadas no mesmo tom, vibram juntas...
Amizade, palavra que designa vários sentimentos, que não pode ser trocada por meras coisas materiais... Deve ser guardada e conservada no coração!!!
As pessoas entram em nossas vidas por acaso, mas não é por acaso que elas permanecem.
Celebrar a vida é somar amigos, experiências e conquistas,
dando-lhes sempre algum significado.
Diante de um obstáculo não cruzes os braços, pois o maior
homem do mundo morreu de braços abertos.
Elogie os amigos em público, critique em particular.
Errar é humano, perdoar é divino.
Evitar a felicidade com medo que ela acabe; é o melhor meio de ser infeliz.
Faça amizade com a bondade das pessoas, nunca com seus bens!
Felicidade é a certeza de que a nossa vida não está se passando inutilmente.
Para ler e gostar: Carlos Drummond de Andrade



Definitivo

Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas,
mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.

Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos
o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções
irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado
do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter
tido junto e não tivemos,por todos os shows e livros e silêncios que
gostaríamos de ter compartilhado,
e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.

Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas
as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um
amigo, para nadar, para namorar.

Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os
momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas
angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.

Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.

Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo
confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam,
todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.

Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma
pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez
companhia por um tempo razoável,um tempo feliz.

Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um
verso:

Se iludindo menos e vivendo mais!!!
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida
está no amor que não damos, nas forças que não usamos,
na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do
sofrimento,perdemos também a felicidade.

A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional...
Fica Proibido
‎ Alfredo Cuervo Barrero

O que é verdadeiramente importante?

Busco dentro de mim a resposta, e me é tão difícil de encontrar.
Falsas idéias invadem minha mente, acostumada a mascarar o que não entende, atordoado em um mundo de ilusões irreais, em que a vaidade, o medo, a riqueza, a violência, o ódio, a indiferença, convertem-se em heróis amados.
Não me admira que exista tanta confusão. Tanto distanciamento de tudo, tanta desilusão! Você me pergunta como se pode ser feliz.
Como, entre tantas mentiras, alguém pode conviver, cada um é quem tem que responder, mas, para mim, aqui, agora e para sempre:
Fica proibido chorar sem aprender. Acordar um dia sem saber o que fazer. Ter medo das minhas memórias. Sentir-me só alguma vez. Fica proibido não sorrir para os problemas. Não lutar por aquilo que eu quero. Abandonar a tudo por sentir medo. Não converter meus sonhos em realidade. Fica proibido não lhe demonstrar meu amor. Fazer com que
pagues pelas minhas dúvidas e meu mal humor. Inventar coisas que nunca me aconteceram.


Lembre-me de você apenas em sua ausência. Fica proibido abandonar aos meus amigos. Não tentar compreender o que vivemos. Chamá-los somente quando eu preciso deles. Não ver que nós também somos diferentes. Fica proibido não ser eu mesmo perante as pessoas. Fingir diante daqueles que não me interessam. Parecer engraçado, para que se lembrem de mim. Esquecer todos aqueles que me amam. Fica proibido não fazer as coisas por mim mesmo. Não crer no meu deus e encontrar o meu destino. Temer à vida e à suas punições. Não viver cada dia como se fosse o último suspiro. Fica proibido sentir saudades sem alegria. Odiar os momentos que me fizeram amar você simplesmente porque nossos caminhos se desencontraram. Esquecer o nosso passado e confundi-lo com nosso presente. É proibido não tentar compreender as pessoas. Pensam que suas vidas valem mais que a minha. Não saber que cada um tem seu caminho e destino. Sentir que diante da ausência o mundo se acaba. É proibido não criar a minha história. Deixar de agradecer à minha família pela minha vida. Não ter tempo para as pessoas que precisam de mim. Não compreender que o que a vida nos dá, ela também nos tira.
Para ler, gostar e carregar pela vida inteira



Sonhe. Mas não deseje ser quem você não é. Isso é pesadelo.

Almeje. Mas não queira ter uma vida igual à de outra pessoa. Isso é morte.


Imagine. Mas não fantasie o que não pode ter. Isso é loucura.


Dispute .Mas não tente vencer aquilo que é considerado invencível. Isso é suicídio.


Fale. Mas não apenas de si mesma. Isso é egoísmo.


Apareça. Mas não se mostre com orgulho. Isso é exibicionismo.



Admire. Mas não se machuque com inveja. Isso é falta de autoconfiança.



Avalie. Mas não se coloque como um modelo de conduta. Isso é egocentrismo.



Alegre-se. Mas nada de exageros ou muito alarde. Isso é desequilíbrio.



Elogie. Mas não fique se desmanchando em bajulações. Isso é hipocrisia.



Observe. Mas não faça julgamentos. Isso é falta de amor-próprio.



Chore. Mas não se declare um ser infeliz. Isso é autopiedade.



Importe-se. Mas não cuide da vida do próximo. Isso é abandonar sua própria vida.



Ande. Mas não atravesse o caminho alheio. Isso é invasão.



Viva feliz com o que pode ter. Feliz com o que dá para ser. Isso é paz...
Freqüentemente, eu me pergunto:
“O que cada um de nós está fazendo neste planeta?”
Se a vida for somente tentar aproveitar o máximo possível as horas e minutos, esse filme é bobo.Tenho certeza de que existe um sentido melhor em tudo o que vivemos.
Para mim, nossa vinda ao planeta Terra tem basicamente dois motivos:
Evoluir espiritualmente e aprender a amar melhor.
Todos os nossos bens na verdade não são nossos.
Somos apenas as nossas almas.
E devemos aproveitar todas as oportunidades que a vida nos dá para nos aprimorarmos como pessoas.
Portanto, lembre sempre que os seus fracassos são sempre os melhores professores e é nos momentos difíceis que as pessoas precisam encontrar uma razão para continuar em frente.
As nossas ações, especialmente quando temos de nos superar, fazem de nós pessoas melhores.
A nossa capacidade de resistir às tentações, aos desânimos para continuar o caminho é que nos torna pessoas especiais.
Ninguém veio a essa vida com a missão de juntar dinheiro e comer do bom e do melhor.
Ganhar dinheiro e alimentar-se faz parte da vida, mas não pode ser a razão da vida.
Tenho certeza de que pessoas como Martin Luther King,
Mahatma Ghandi, Nelson Mandela, Madre Tereza de Calcutá, Irmã Dulce, Betinho e tantas outras anônimas, que lutaram e lutam para melhorar a vida dos mais fracos e dos mais pobres, não estavam motivadas pela idéia de ganhar dinheiro.
O que move essas pessoas generosas a trabalhar diariamente, a não desistir nunca? A resposta é uma só:a consciência de sua missão nesta vida.
Quando você tem a consciência de que através do seu trabalho você está realizando sua missão, você desenvolve uma força extra, capaz de levá-lo ao cume da montanha mais alta do planeta.
Infelizmente, muita gente se perde nesta viagem e distorce o sentido de sua existência pensando que acumular bens materiais é o objetivo da vida.
E quando chega no final do caminho percebe que só vai poder levar daqui o bem que fez às pessoas.
Se você tem estado angustiado sem motivo aparente está aí um aviso para parar e refletir sobre o seu estilo de vida.
Escute a sua alma: ela tem a orientação sobre qual caminho seguir.
Tudo na vida é um convite para o avanço e a conquista de valores na harmonia e na glória do bem.
Roberto Shinyashiki
Para ler e gostar: Carlos Heitor Cony

Garoto das Meias Vermelhas



Ele era um garoto triste. Procurava estudar muito.
Na hora do recreio ficava afastado dos colegas, como se estivesse procurando alguma coisa.
Todos os outros meninos zombavam dele, por causa das suas meias vermelhas.
Um dia, o cercaram e lhe perguntaram porque ele só usava meias vermelhas.
Ele falou, com simplicidade:
"no ano passado, quando fiz aniversário, minha mãe me levou ao circo".
Colocou em mim essas meias vermelhas.
Eu reclamei. Comecei a chorar.
Disse que todo mundo iria rir de mim, por causa das meias vermelhas.
Mas ela disse que tinha um motivo muito forte para me colocar as meias vermelhas.
Disse que se eu me perdesse, bastaria ela olhar para o chão e quando visse um menino
de meias vermelhas, saberia que o filho era dela."

"Ora", disseram os garotos. "mas você não está num circo.
Por que não tira essas meias vermelhas e as joga fora?"
O menino das meias vermelhas olhou para os próprios pés,
talvez para disfarçar o olhar lacrimoso e explicou:
"é que a minha mãe abandonou a nossa casa e foi embora".
Por isso eu continuo usando essas meias vermelhas.
"Quando ela passar por mim, em qualquer lugar em que eu esteja,
ela vai me encontrar e me levará com ela."

Muitas almas existem, na Terra, solitárias e tristes, chorando um amor que se foi.
Colocam meias vermelhas, na expectativa de que alguém as identifique,
em meio à multidão, e as leve para a intimidade do próprio coração.
São crianças, cujos pais as deixaram, um dia, em braços alheios,
enquanto eles mesmos se lançaram à procura de tesouros, nem sempre reais.
Lesadas em sua afetividade, vivem cada dia à espera do retorno dos amores,
ou de alguém que lhes chegue e as aconchegue.
Têm sede de carinho e fome de afeto.
Trazem o olhar triste de quem se encontra sozinho e anseia por ternura.
São idosos recolhidos a lares e asilos, às dezenas.
Ficam sentados em suas cadeiras, tomando sol, as pernas estendidas,
aguardando que alguém identifique as meias vermelhas.
Aguardam gestos de carinho, atenções pequenas.
Marcam no calendário, para não se perderem, a data da próxima visita,
do aniversário, da festividade especial.
Aguardam...

São homens e mulheres que se levantam todos os dias, saem de casa,
andam pelas ruas, sempre à espera de alguém que partiu, retorne.
Que o filho que tomou o rumo do mundo e não mais escreveu,
nem deu notícia alguma, volte ao lar.
São namorados, noivos, esposos que viram o outro sair de casa,
um dia, e esperam o retorno.
Almas solitárias. Lesadas na afetividade. Carentes.

Pense nisso!
O amor, sem dúvida, é lei da vida.
Ninguém no mundo pode medir a resistência de um coração
quando abandonado por outro.
E nem pode aquilatar da qualidade das reações que virão daqueles
que emurchecem aos poucos, na dor da afeição incompreendida.
Todos devemos respeito uns aos outros.
Somos responsáveis pelos que cativamos ou nos confiam seus corações.
Se alguém estiver usando meias vermelhas, por nossa causa, pensemos se esse
não é o momento de recompor o que se encontra destroçado,
trabalhando a terra do nosso coração.
A maior de todas as artes é a arte de viver juntos.
 
PRINCÍPIO 90 / 10 - Stephen Covey

Que princípio é este? Os 10% da vida estão relacionados com
o que se passa com você, os outros 90% da vida estão relacionados com a
forma como você reage ao que se passa com você.
O que isto quer dizer? Realmente, não temos controle sobre
10% do que nos sucede. Não podemos evitar que o carro enguice, que o
avião atrase, que o semáforo fique no vermelho. Mas, você é quem
determinará os outros 90%. Como? Com sua reação.
Exemplo: você está tomando o café da manhã com sua família.
Sua filha, ao pegar a xícara, deixa o café cair na sua camisa branca de
trabalho. Você não tem controle sobre isto. O que acontecerá em seguida
será determinado por sua reação.
Então, você se irrita. Repreende severamente sua filha e ela
começa a chorar. Você censura sua esposa por ter colocado a xícara
muito na beirada da mesa. E tem prosseguimento uma batalha verbal.
Contrariado e resmungando, você vai mudar de camisa. Quando volta,
encontra sua filha chorando mais ainda e ela acaba perdendo o ônibus
para a escola. Sua esposa vai pro trabalho, também contrariada. Você
tem de levar sua filha, de carro, pra escola. Como está atrasado,
dirige em alta velocidade e é multado. Depois de 15 min. de atraso, uma
discussão com o guarda de trânsito e uma multa, vocês chegam à escola,
onde sua filha entra, sem se despedir de você. Ao chegar atrasado ao
escritório, você percebe que esqueceu de sua maleta. Seu dia começou
mal e parece que ficará pior. Você fica ansioso pro dia acabar e quando
chega em casa, sua esposa e filha estão de cara fechada, em silêncio e
frias com você.
Por quê? Por causa de sua reação ao acontecido no café da manhã.
Pense: por que seu dia foi péssimo?
A) por causa do café?
B) por causa de sua filha?
C) por causa de sua esposa?
D) por causa da multa de trânsito?
E) por sua causa?
A resposta correta é a E. Você não teve controle sobre o que
aconteceu com o café, mas o modo como você reagiu naqueles 5 minutos
foi o que deixou seu dia ruim.
O café cai na sua camisa. Sua filha começa a chorar.Então,
você diz a ela, gentilmente: "está bem, querida, você só precisa ter
mais cuidado". Depois de pegar outra camisa e a pasta executiva, você
volta, olha pela janela e vê sua filha pegando o ônibus. Dá um sorriso
e ela retribui, dando adeus com a mão.
Notou a diferença? Duas situações iguais, que terminam muito
diferente. Por quê? Porque os outros 90% são determinados por sua reação.
Aqui temos um exemplo de como aplicar o Princípio 90/10 .Se
alguém diz algo negativo sobre você, não leve a sério, não deixe que os
comentários negativos te afetem. Reaja apropriadamente e seu dia não
ficará arruinado.
Como reagir a alguém que te atrapalha no trânsito? Você fica
transtornado? Golpeia o volante? Xinga? Sua pressão sobe? O que
acontece se você perder o emprego? Por que perder o sono e ficar tão
chateado? Isto não funcionará. Use a energia da preocupação para
procurar outro trabalho. Seu você está atrasado, vai atrapalhar a sua
programação do dia. Por que manifestar frustração com o funcionário do
aeroporto? Ele não pode fazer nada. Use seu tempo para estudar,
conhecer os outros passageiros. Estressar-se só piora as coisas.
Agora que você já conhece o Princípio 90/10 , utilize-o.
Você se surpreenderá com os resultados e não se arrependerá de usá-lo.
Milhares de pessoas estão sofrendo de um stress que não vale a pena,
sofrimentos, problemas e dores de cabeça. Todos devemos conhecer e
praticar o Princípio 90/10 .
Pode mudar a sua vida!

Feliz Ano Novo!!


Ano Novo?? O que muda na vida de uma pessoa do último dia do ano para o primeiro dia do ano seguinte? Na verdade, NADA ! O que poderia acontecer no dia 1º do ano novo também poderia ocorrer em qualquer outra data, contudo se pararmos um pouquinho para refletirmos o que realmente significa a expressão “FELIZ ANO NOVO”, poderíamos perceber que na verdade ela expressa uma mudança, talvez não de fatos, mas de atitudes e pensamentos que nunca ocorrerão na passagem de um ano para o outro, mas sucessivamente nos dias que dele virão.

 
Concluir um ano é como concluir uma etapa de nossas vidas. É como subirmos um degrau na escada da vida ou escalarmos mais uma montanha. E quando isto ocorre se faz necessário que se dê uma paradinha para olharmos para trás.


É claro que em toda caminhada muitas surpresas ocorrem. Encontramos pedras, flores, espinhos, vias pavimentadas e em muitos momentos esburacadas. Encontramos amigos e enfrentamos inimigos. Suportamos o frio e nos aquecemos no calor. Choramos, sorrimos, ganhamos e perdemos. Todas essas coisas fazem parte da caminhada de qualquer pessoa à única diferença está em como concluímos nossa caminhada.


Algumas pessoas saem ilesas dessa jornada, outras com marcas. Algumas terminam se arrastando e outras correndo. Há aquelas que terminam chorando, outras sorrindo, mas há um grupo de pessoas que não terminam a caminhada. Que desistiram pelo meio do caminho... Não suportaram a dor nem a aflição. Suas pedras a sufocaram e ela ficou presa entre os espinhos.


O ano está preste a terminar e é hora de olharmos para trás. Como vamos vai terminar este ano? Concluindo a nossa caminhada, mesmo que chorando ou se arrastando? Ou ficando pelo meio do caminho?

 
Certa vez discípulos de Jesus estavam em um barco enfrentando fortes ventos e ondas. Chovia muito e o barco ia naufragar, mas de repente Pedro vê Jesus andando por cima das ondas, e diz:


- Senhor , se és tu mesmo faça com que eu também andes por cima das águas.
Jesus então lhe estende a mão e Pedro começa a andar por cimas daquelas fortes ondas que antes tentavam virar o seu barco. No meio da caminhada Pedro se assusta com os ventos e deixa o medo lhe dominar. Ao temer seu corpo começa afundar pelas águas e então Jesus olha para ele e diz:


- Não tenhas medo, não duvides, mas creia somente.


Nos dias ou nas horas que ainda restam para concluirmos mais um ano, que possamos refletir sobre a nossa vida. Não importa como terminamos a nossa caminhada se chorando ou sorrindo, porém se chegamos até o final dela então somos vencedores, mas se percebermos que o ano vai terminar e que ficamos pelo meio do caminho... que nossos sonhos se perderam pela estrada da vida, que nossa esperança se foi com as lutas, que a alegria se sufocou com os espinhos e que as chances de crer foram levadas pelos ventos, então veja!!!

Jesus está indo até você nesse exato momento andando por cima das ondas. Ele está te estendo a mão e te convidando a andar por cima de tudo que TENTOU te parar pelo meio do caminho. Ele te convida a terminar esta caminhada com Ele. Não importa o tamanho das pedras que estão te impedindo de caminhar, Ele as removerá! CREIA e não duvides! Jesus pode mudar o final do seu ano! Deixe-o entrar em sua vida!


 

domingo, 9 de setembro de 2012

Aprendi que não devo confiar em muitas pessoas, pois podem nos trair mesmo tendo o mesmo sangue que eu, aprendi que a mentira tem perna curta, como minha mãe sempre diz, aprendi que o nariz não cresce que nem do Pinóquio. O que cresce é a desconfiança que passamos ter diante desta pessoa que mentiu para nós! Sabe já mentiram para mim e não foi uma vez não, foi muitas vezes... Só que como minha mãe diz a verdade sempre aparece e o mundo não é tão grande quanto pensamos. Às vezes as pessoas nos julgam por algum fato, ou até mesmo por ter amado alguém, mas me diz é proibido amar? É às vezes eu penso que é, pois por conta disso muitas pessoas se afastam, e mesmo que você acha que são seus amigos na verdade não são, mas depois eu descobri que muitos fazem amizades por interesse, ou pessoal ou só para dizer a sou amigo de fulano. Sabe meu problema é que sou muito transparente, espontânea e não escondo o que penso, o que sinto, não escondo uma lágrima ou um sorriso, ou quando estou chateada... Pois quando eu amo! Ah! Eu amo mesmo, amo meus pais, amo meus irmãos, meus amigos, amo até mesmo quem eu nunca vi... Não me importando com os defeitos... Amo sim de coração com a alma... E amo infinitamente a Deus, pois é ele quem me forças para continuar vivendo, mesmo com tantos problemas que enfrento é alguns diz você é louca vai amando assim todo mundo.... Mas quem vai me proibir? Sou livre para amar quem eu quiser às vezes meu amor é aquele protetor que quer cuidar, quer ajudar, quer fazer um carinho ou simplesmente necessito amar para me sentir bem!...E digo sempre ame sem medo de ser feliz, e quando puder visite um hospital, um asilo, um orfanato, ou o seu vizinho, ou simplesmente olhe ao seu redor você vai ver o tanto de gente que quer o seu amor, o seu sorriso, o seu abraço... ASSIM VOCÊ SE SENTIRA MUITO MAIS FELIZ!
Sílvia Ananias Onório Ribeiro